quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE O VOTO...FELIZ 2010


Amigos, mais um ano está se findando e junto com ele os sonhos de todo sincero trabalhador em ver a política direcionada aos anseios do povo.
Neste ano fomos bombardeados com notícias alarmantes de corrupção em todas as esferas de poder. Todos os anos de eleições somos reféns de discursos bem preparados e ótimos oradores ( que nos fazem chorar e rir)...quando assumem o poder parecem sofrer de uma amnésia de 4 anos e quando finda o mandato...recobram a consciência!
Temos essa mania de viver de esperanças políticas, parece novela onde tudo termina bem...só para os bonzinhos...Na vida real tudo dá certo para os mauzinhos, exatamente o contrário.
Parece muito com o discurso do Antonio Conselheiro que com sua excelente oratória arrebanhou milhares de miseráveis para Canudos - BA, ( com a esperança de que no sertão haveria água abundante e que todo sertanejo finalmente teria a chance de ter um trabalho e vida digna), sermão bonito...mas quando os sonhos de uma geração entram em rota de colisão com uma pequena minoria detentora de grande poder aquisitivo os resultados são catastróficos, centenas de pessoas (miseráveis) morreram nos combates de Canudos. Poderíamos citar outros profetas com suas promessas: Monge José Maria (guerra do Contestado), Movimento dos Monges Barbudos (Rio Grande do Sul). Sinceramente o fim trágico do Conselheiro e de seus seguidores deveria provocar em todo brasileiro uma profunda reflexão sobre a política brasileira.
Não dar para confiar em todo papo, discurso, abraços, beijos, cestas básicas, promessas de um venturoso CC, por mais que os políticos demonstrem preocupação pelo povo, mesmo que seja um religioso, pastor...qualquer que seja a ação ou a idéia religiosa do candidato, tudo absolutamente tudo deve ser digna de uma profunda reflexão (ex: se este candidato oferece dinheiro agora para comprar meu voto, o Brasil irá ser beneficiado no futuro? Se distribui cestas básicas em troca de voto, o tal político representará bem os desejos do povo?).
Os candidatos fazem de tudo, olha o que encontrei na internet:



Neste ano 2010, que possamos ter saúde e inteligência para escolher melhor os candidatos para representar-nos e defender os interesses do Brasil.
Encontrei essas dicas no site http://www.dica.info/como_votar_no_candidato_certo.html
Nunca vote em candidatos que:

1. Vivam à sombra da suspeita de corrupção e de escândalos;

2. Não sejam de sua região ou que nela só compareçam em época de eleição;

3. Tenham fonte de rendimentos desconhecida, imoral ou duvidosa;

4. Sujem nossas cidades com suas fotos e santinhos;

5. Usem de seus mandatos para obter vantagens pessoais, familiares ou empresariais;

6. Sejam arrogantes, falsos profetas, charlatões, violentos ou que se achem os donos da verdade e modelos de perfeição;

7. Ofereçam alguma coisa em troca de votos;

Tenha alguns cuidados antes de votar nas eleições, seu voto é muito importante e dele depende o futuro do país.
"Nemo potest personam diu ferre fictam: ficta cito in naturam suam recidunt." (Sêneca)

("Ninguém pode usar uma máscara por muito tempo: o fingimento retorna rápido à sua própria natureza.")



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia




Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia



Rodrigo Constantino

“Tudo que é preciso para o triunfo do mal é que as pessoas de bem nada façam.” (Edmund Burke)

Aécio Neves pulou fora da corrida presidencial de 2010. Agora é praticamente oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo. Afinal, o futuro da liberdade está em jogo, sob grande ameaça. Nenhuma das opções é atraente. Nenhum dos candidatos representa uma escolha decente para aqueles que defendem as liberdades individuais. Será que há necessidade de optar? Ou será que o voto nulo representa a única alternativa? Tais questões me levaram à lembrança do excelente livro O Sonho de Cipião, de Iain Pears, uma leitura densa que desperta boas reflexões sobre o neoplatonismo. Quando a civilização está em xeque, até onde as pessoas de bem podem ir, na tentativa de salvá-la da barbárie completa? Nas palavras do autor: “Usamos os bárbaros para controlar a barbárie? Podemos explorá-los de modo que preservem os valores civilizados ao invés de destruí-los? Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?”

Permanecer na “torre de marfim”, preservando uma visão ideal de mundo, sem sujar as mãos com um voto infame, sem dúvida traz conforto. Manter a paz da consciência tem seus grandes benefícios individuais. Além disso, o voto nulo tem seu papel pragmático também: ele representa a única arma de protesto político contra todos que estão aí, contra o sistema podre atual. Somente no dia em que houver mais votos nulos do que votos em candidatos o recado das urnas será ouvido como um brado retumbante, alertando que é chegada a hora de mudanças estruturais. Os eleitos sempre abusam do respaldo das urnas, dos milhões de eleitores que deram seu aval ao programa de governo do vencedor, ainda que muitas vezes tal voto seja fruto do desespero, da escolha no “menos pior”.

Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável. Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista em 1933 na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.

Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional. PT e PSDB cada vez mais se parecem. Ambos desejam mais governo. Ambos rejeitam o livre mercado, o direito de propriedade privada, o capitalismo liberal. Mas existem algumas diferenças importantes também. O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios – os mais abjetos – para tal meta. O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso. O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista. O PSDB não chega a tanto.

Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, as ONGs, as estatais, as agências reguladoras, tudo! O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo. A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme. O estrago será duradouro. Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Sim, Serra tem forte viés autoritário, apresenta indícios fascistas em sua gestão no governo de São Paulo, deseja controlar a economia como um czar faria, estou de acordo com isso tudo. Serra representa um perigo para as liberdades, isso é fato. Mas uma continuação da gestão petista através de Dilma é um tiro certo rumo ao pior. Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje. Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos. Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?! Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo “bolivariano”?

Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia: a derrota está anunciada antes mesmo da decisão. Mesmo o resultado “desejado” será uma vitória de Pirro. Algo como escolher entre um soco na cara ou no estômago. Mas situações extremas demandam medidas extremas, e infelizmente colocam certos valores puristas em xeque. Anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal. Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca. Dito isso, assumo que votarei em Serra, mas não sem antes tomar um Engov. Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa. Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio a Dilma. Meu voto não é a favor de Serra. E, no dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro ao governo Serra como sou hoje ao governo Lula. Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder. Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília. Ainda que depois ela seja substituída por outra parecida em muitos aspectos. Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo. Respeito meus colegas liberais que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização – o que não é muito.
Fonte: http://rodrigoconstantino.blogspot.com/ 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ex-ministro Senador Cristovam Buarque E A Internacionalização Da Amazônia

10/10/2000 - O Globo
mundo
Este artigo foi publicado há 8 anos, mas merece ser relembrado novamente pois deu uma lição de moral nos americanos que querem tomar a amazônia. Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:
“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado
Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.”
Autor do artigo: Cristovam Buarque, Professor da Universidade de Brasília e Senador pelo PDT/DF

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Rompendo o Silêncio (Download)





"Investigando por conta própria alguns casos, tive a oportunidade de conversar com guerrilheiras presas no DOI-CODI paulistano sob comando do próprio Ustra que me garantiram que ele jamais nelas tocou, reforçando os argumentos que desmentem Beth Mendes. Houve tortura no DOI? Provavelmente sim. Ustra foi um torturador? Pelos relatos que tomei, muito provavelmente não. O coronel tem um livro sobre o período que chefiou o DOI, chamado Rompendo o Silêncio e que precisa ser reeditado o mais rápido possível." - Sandro Guidalli, em Mídia sem Máscara [ 08-12-2002 ].

CINISMO HEDIONDO

 Folha de S. Paulo  


Projeto do Executivo para agravar penas em casos de corrupção é inócuo, pois não enfrenta o problema da impunidade
O ANÚNCIO do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que encaminhará ao Congresso projeto de lei para agravar as penas previstas em casos de crimes de corrupção só pode ser recebido como mais um lance de marketing do primeiro mandatário.
A proposta é a um só tempo redundante e demagógica. Redundante por já existir na Câmara iniciativa para tornar "hedionda" a malversação de dinheiro público; demagógica por tentar fazer crer que o combate aos desvios dependeria do aumento das punições fixadas na legislação.
A atuação do presidente da República, no mensalão do PT, é exemplo de tergiversação e falta de rigor . Preferiu passar a mão na cabeça de apaniguados e, assim, alimentar a verdadeira causa da proliferação desses crimes: a expectativa de impunidade.
É a certeza de que haverá punição -mais que o tamanho da pena- o fator de desestímulo a práticas criminosas. Quem conta com a ausência de penalidades não está preocupado se está sujeito pela lei a cumprir dois anos de prisão a mais ou a menos.
A perspectiva de que o tema da corrupção seja esquecido nas próximas eleições, pelo fato de todas as facções terem sido flagradas em irregularidades, só aumenta o temor de que a vida pública continue a ser um caminho para o enriquecimento ilícito.
A tamanho descontrole, o eleitor reage com indiferença ou com tentativas de impor algum crivo ético. É o caso do projeto que pretende vetar a candidatura de políticos com "ficha suja", uma iniciativa popular, com cerca de 1,5 milhão de assinaturas, encaminhada ao Congresso.
Embora o intuito seja elogiável, é controvertido impedir que alguém se candidate antes de ser condenado em definitivo, após esgotadas todas as possibilidades de recurso. A iniciativa em tela, porém, pretende cassar os direitos de políticos condenados em primeira instância ou cuja denúncia criminal tenha sido aceita por um tribunal de segunda ou terceira instâncias.
 Não seria difícil a um rival mal-intencionado promover a abertura de processos contra adversários e obter sua condenação em varas locais. Tribunais de Justiça -a cúpula do Judiciário estadual- seriam isentos ao julgarem adversários do grupo político que nomeou a maioria dos desembargadores? No caso de políticos com passagem pelo Executivo, é comum que sejam alvo de muitas ações judiciais. Não há saída a não ser aguardar o trânsito em julgado das ações.
O dilema é que, à luz de um sistema judicial moroso, a presunção de inocência pode tornar-se proteção de longo prazo para presumíveis culpados. Nesses casos, mais uma vez, a sensação de impunidade prevalecerá.
É preciso acelerar o trâmite dos processos sem tisnar a garantia fundamental da presunção de inocência. Acabar com a miríade de recursos protelatórios de defesa e impedir que casos simples tenham sempre de subir ao Supremo são iniciativas que apontam nessa direção.
Publicado por: http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2635&Itemid=1

DESCOBERTAS QUE FIZERAM HISTÓRIA

 Algarismos Arábicos (1202)
O matemático italiano Leonardo Fibonacci (c.1170-1240) troca os incômodos algarismos romanos pelos arábicos. A facilidade que isso trouxe para os cálculos resultaria no avanço da álgebra e, por conseqüência, da tecnologia.
Roger Bacon, inventor do óculos - Invenções.   Óculos (1268)
O inglês Roger Bacon (c. 1220-c. 1292) constrói as primeiras lentes de cristal para corrigir distorções da visão. A invenção de Bacon demoraria mais 100 anos para se tornar prática. Em 1784, o americano Benjamin Franklin inventaria os óculos bifocais.
Bússola Magnética (1269)
O engenheiro francês Petrus Peregrinus de Maricourt descreve pela primeira vez uma bússola em que uma agulha imantada bóia sobre um líquido. Apesar de já ser conhecida dos chineses há séculos, a bússola só passa a ser construída a partir dessa descrição.
Relógio (1288)
Desde o início da civilização, o homem usou a água, a areia ou o Sol para marcar as horas. Até a criação do relógio mecânico, que marca as horas mesmo à noite. A instalação do relógio mecânico na Abadia de Westminster, em Londres, Inglaterra, marca uma nova era na contagem do tempo.
 Leis da perspectiva (1440)
O arquiteto italiano Leon Battista Alberti (1404 - 1472) cria a teoria que dá profundidade e proporções reais a desenhos e pinturas. Sua obra "Dez Livros sobre Arquitetura" tem profundo impacto no traçado das cidades a partir do século XVI.
Caravelas - Descobertas. Caravela (1450)
A exploração do mundo deve muito a essa invenção portuguesa. Comparadas com as demais embarcações da época, as caravelas são rápidas, seguras e resistentes. Elas abrem os caminhos para as Índias e trazem os europeus à América.
Imprensa (1454)
A impressão com tipos móveis se originou na China, entre 1041 e 1048. Mas foi o alemão Johannes Gutenberg (1400 - 1468) quem criou os tipos fundidos em metal e a tinta que aderia ao papel. Naquele ano, ele imprimiu a "Bíblia", em latim, em Mainz, na Alemanha.
Globo terrestre (1492)
O alemão Martim Behaim (1459 - 1507) cria a primeira representação do planeta respeitando sua forma real. Como a América só seria descoberta naquele ano, faltou ali o novo continente.
 Atlas de anatomia (1543)
O médico italiano Andreas Vesalius (1514 - 1564) publica seus "Sete Livros sobre a Estrutura do Corpo Humano". Até então, a anatomia - fundamental para a medicina - dependia de amadores.
Nicolau Copérnico - Descobertas. A Terra ao redor do Sol (1543)
O teólogo polonês Nicolau Copérnico (1473 - 1543) publica "Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes", explicando que a Terra gira em torno do Sol. A idéia dá novo rumo às ciências naturais
1556 (Mineralogia)
Os metais são usados desde a pré-história. Mas é a publicação póstuma do tratado "Sobre os Metais" que marca o surgimento da mineralogia. Nele, o alemão Georgius Agricola (1494 - 1555), discorre sobre os diferentes metais e suas propriedades.
 Medidas do céu (1572)
O astrônomo dinamarquês Ticho Brahe (1546 - 1601) observa uma supernova. Também mostra que os cometas não são fenômenos atmosféricos, como se pensava. Suas observações serviriam para que Kepler descobrisse as leis do movimento dos corpos celestes.
 Ciência no Novo Mundo (1580)
O matemático inglês Thomas Harriot (1560 - 1621) e o metalurgista Joachim Ganz montam o primeiro laboratório científico na América. Eles queriam detectar a presença de prata e ouro nos minérios.
 Revisão do calendário (1582)
O papa Gregório XIII (1502 - 1585) e um conselho presidido pelo matemático alemão Christovam Clavius (1538 - 1612) criam um novo calendário para corrigir uma distorção na contagem do tempo. Naquele ano, do dia 4 de outubro pulou-se para 15 de outubro.
 Moinho de Vento (1589)
O moinho já é usado pelos agricultores quando o italiano Agostino Ramelli (1531-c. 1600) faz o primeiro projeto completo do artefato na obra "Livro de Diversas e Artificiosas Máquinas". A obra levou mais gente a construir moinhos.
 Símbolos em Matemática (1591)
Até que o francês François Viète (1540 - 1603) começasse a representar quantidades por letras nas equações, como a + b = c, a matemática européia era escrita com palavras. Imagine a confusão que seria fazer cálculos complicados se não fosse essa substituição.
Galileu Galilei - Invenção.Telescópio (1610)
O italiano Galileu Galilei (1564 - 1642) aponta para o céu sua recém-inventada luneta e descobre os quatro maiores satélites de Júpiter, marcando o início das pesquisas sobre o Universo.
Johannes Kepler - Descoberta.Órbitas dos planetas (1610)
O alemão Johannes Kepler (1571 - 1630) prova que as órbitas dos planetas em torno do Sol não são circulares, mas elípticas, e que têm velocidade variável. Meio século depois, Isaac Newton mostraria que tais órbitas são conseqüências das leis fundamentais da Física.
Máquina de calcular (1623)
O alemão Wilhelm Schickard (1592 - 1635) constrói uma calculadora mecânica capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Só em 1820 o francês Charles Xavier Thomas de Colmar criaria a primeira máquina de calcular comercial.
Funcionamento do coração (1628)
Para Aristóteles, o coração abrigava os pensamentos. Para Descartes, o coração esquentava o sangue. É o médico inglês William Harvey (1578 - 1657) quem descobre que o órgão é um músculo que bombeia o sangue para o restante do corpo.
 Geometria analítica (1637)
O francês René Descartes (1596 - 1650), mais conhecido como fundador da filosofia moderna, faz o casamento entre a geometria e a álgebra, descobrindo como construir gráficos a partir de equações matemáticas.
 Cálculo de probabilidade (1652)
Muito interessado em jogos de azar, o filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623 - 1662) cria fórmulas para avaliar as chances de um evento ocorrer. O cálculo das probabilidades é usado em vários ramos do conhecimento hoje.
Química moderna (1661)
O livro "O Químico Cético", do físico e químico irlandês Robert Boyle (1627 - 1691), lança as bases da química moderna. Nele, Boyle prega que as teorias têm de ser comprovadas por experiências práticas.
 Células (1665)
O físico inglês Robert Hooke (1635 - 1702) publica os primeiros desenhos de células observadas ao microscópio, disparando as pesquisa sobre as unidades fundamentais da vida.
Fonte:http://www.webciencia.com/03_invencoes1.htm

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O FILHO DE UM CARRASCO NAZISTA:”NÃO POSSO VIVER EM PAZ COM A LEMBRANÇA DO MEU PAI. NÃO QUERO (..) NUNCA PUDE ENTENDER COMO É QUE OS ALEMÃES PUDERAM FAZER AQUILO.MAS FIZERAM”

Segunda e última parte da entrevista com um dos personagens mais fascinantes que tive a chance de entrevistar:  filho de um dos maiores carrascos nazistas (ver post anterior), Niklas Frank vive em guerra contra a lembrança do pai, Hans Frank, o “açougueiro da Polônia”, responsável pelo extermínio de milhões de seres humanos:
Niklas Frank: lembrança do pai é um fardo pesado (Foto:GMN)
Niklas Frank: lembrança do pai é um fardo pesado (Foto:GMN)
É verdade que o senhor, como criança, se divertiu num campo de concentração sem ter noção de onde estava?
 
“É verdade. Fui com meu irmão, em companhia de nossa babá, para um pequeno campo, ligado a um grande campo de concentração. O oficial que estava no comando do campo obrigava uma pobre criatura, um homem magro, a montar num burrico. Em segundos, o homem caía de cima do animal. Eu ficava rindo o tempo todo! Porque, para uma criança como eu, era engraçado ver adultos jogados de cima de um burrico. Eu tinha quatro, cinco anos de idade.
       
Depois, ganhávamos chocolate para comer. O dia era maravilhoso. Somente depois é que descobri que aquilo era uma crueldade. Os adultos que o comandante  tinha obrigado a subir no animal estavam quase mortos de fome. Eram judeus. Aquilo era um tipo de humor alemão”.
  
A lembrança destas cenas é o pior problema de consciência que o senhor tem ?
“A cena dos judeus no burrico é uma das muitas imagens que guardo em  minha mente. Eu não diria que é a pior. A maioria das lembranças vem das imagens que vi em livros e jornais. A pior de todas é a imagem dos corpos amontoados. Nunca pude entender – nem  hoje,  que tenho sessenta e tantos anos de idade – como é que os alemães puderam fazer aquilo. Mas fizeram”.
                             
Hans Frank foi responsável pela morte de quantas pessoas?  É possível calcular?
“Não existe um número específico. Não dá para contar. Meu pai foi responsável pelo holocausto na Polônia, nos assim chamados campos de extermínio, onde matavam poloneses e judeus. Os campos de Sobibor e  Treblinka estavam na área administrada por ele. O meu pai, portanto, era a maior autoridade ali. Era responsável pela morte de cada judeu, cada polonês, cada um de todos os outros judeus que foram deportados de outros países da Europa para os campos de concentração na Polônia”

“Meu pai sempre quis matar os judeus. Minha resposta é sim :  meu pai foi inteiramente responsável pelo campo de concentração de Auschwitz”
  

É justo dizer que Hans Frank foi responsável pelos horrores de Auschwitz?

“Com certeza. Desde antes do início do III Reich,  meu pai já fazia discursos terríveis contra os judeus. É algo que ele levou até o fim. Meu pai sempre quis matar os judeus. Minha resposta, então, é sim :  meu pai foi inteiramente responsável pelo campo de concentração de Auschwitz”.
Niklas Frank: o carrasco seria enforcado no Tribunal de Nuremberg
Hans Frank: o carrasco seria enforcado no Tribunal de Nuremberg
    
O filho de outro criminoso de guerra disse que o senhor era “um demônio” porque denunciou o próprio pai. Como é que o senhor recebe uma crítica dessa?
“Para dizer a verdade, eu não esperava tal reação. Fiquei surpreso quando filhos de outros criminosos nazistas, como Hess, Shirach e Goering, se recusaram a ter qualquer contato comigo. Emissoras de TV tentaram nos reunir numa mesa-redonda, mas todos se recusaram a aparecer ao meu lado.
O que aconteceu é que destruí uma maneira de lidar com pais criminosos. Devo dizer que fiquei feliz por ter agido assim. Mas não sou o demônio. O que fiz foi, apenas , dizer a verdade. O fato de ser  filho de quem sou não me levou a perdoá-los.
O que eu tinha de fazer era decidir: eu deveria defender o meu pai apenas  porque ele me aciriciava na cabeça quando eu era criança ou eu deveria, pelo contrário,  levar em conta a montanha de corpos que ele deixou atrás de si?  A escolha foi fácil”.
Quando é que o senhor viu o pai pela última vez  ? Qual é a lembrança que o senhor guarda desse dia?
      
“Guardo a lembrança da minha última visita à prisão de Nuremberg. Eu estava sentado o colo de minha mãe. Havia uma parede de vidro. O meu pai estava do outro lado do vidro, junto com soldados de capacetes brancos. Nunca me esquecerei deste detalhe.
“Eu sabia que o meu pai seria enforcado dentro de duas ou três semanas. Mas ele me disse que nós iríamos em breve comemorar o Natal, em nossa casa. Sempre perguntei a mim mesmo : “Por que ele estava mentindo para mim?” “
 Ali,o  meu pai mentiu para mim. Eu sabia que ele seria enforcado dentro de duas ou três semanas. Mas ele me disse que nós iríamos em breve comemorar o Natal, em nossa casa. Sempre perguntei a mim mesmo : “Por que ele estava mentindo para mim?”. Afinal, ele sabia que iria morrer em breve. Eu também sabia. E tinha sete anos de idade.

Terminada a visita, nós saímos daquela sala pequena . Eu estava muito decepcionado, Porque o meu pai não deveria ter agido daquele jeito. Deveria ter dito: “Nicklas, você tem sete anos de idade. Vou morrer. Fiz coisas terríveis durante toda a minha vida. Eu me arrependo muito. Por favor, não faça o que fiz. Tente levar uma vida honrada. Não a vida de um criminoso como eu”.
Assim, eu poderia ter amado meu pai por estas últimas palavras. Mas ele apenas me disse: “Nicki! Vamos festejar o Natal. Vamos nos divertir bastante juntos!”.
 
Não faz sentido. Aquela foi a última mentira do meu pai. Depois de ter mentido durante a vida inteira, ele, por último, mentiu para o filho”.
  
O senhor confirma que um de seus irmãos nunca teve filhos porque gostaria que o sobrenome Frank desaparecesse do mundo?
“O meu irmão disse algo assim uma vez. Mas não faz sentido. Porque o sobrenome Frank, em alemão, é comum. É como Muller ou Becker. O fato de não querer dar o nome a um filho não quer dizer nada. Nunca fizeram algo contra mim. Quando eu dizia que meu nome era Nicklas Frank, ninguém sabia de quem se tratava.  Mas eu sei que, se eu dissesse que meu sobrenome era Goering ou Himmler, teria passado por maus momentos na Alemanha logo depois da guerra. Porque eu soube da filha de Himmler e da filha de Goering que elas eram imediatamente rechaçadas quanto tentavam algum trabalho. Diziam a elas:  “Vocês são filhas desses ? Não podemos fazer nada. Eu sinto muito,mas vocês têm de ir embora”.
                                   
Hans Frank, condenado número sete no Tribunal de Nuremberg. O que é este nome significa para o senhor, hoje? O senhor finalmente conseguiu ajustar contas com o  passado?
“Nunca vou viver em paz com o meu pai. Porque não posso, jamais, perdoar o que ele fez. Não é apenas o meu pai:  como ele, tantos outros alemães cometeram crimes indescritíveis. Todas estas imagens estão vivas em minha mente. São crimes horríveis. Não perdoamos. Não posso viver em paz com a lembrança do meu pai. Não quero. Porque encontrar a paz é encontrar uma maneira de perdoá-lo. E não posso perdoá-lo”.
                                              
Mas o senhor vive em paz com a consciência?
 ”Não tenho problemas de consciência. Por acaso, não sou brasileiro. Sou alemão. Carrego, portanto, responsabilidade pelo que os alemães fizeram, embora, pessoalmente, não seja culpado. Eu era jovem demais na guerra. Mas estou dentro da história deste povo.   

“Não posso perdoar o que os alemães fizeram – não falo apenas dos nazistas, mas dos alemães – naqueles anos entre 1933 e 1945. Não posso encontrar paz com a Alemanha. Mas amo o país”
“Não posso, então, perdoar o que os alemães fizeram – não falo apenas dos nazistas, mas dos alemães – naqueles anos entre 1933 e 1945. Não posso encontrar paz com a Alemanha. Mas amo o país. Amo a história alemã até 1933:  nós éramos um país criminoso, imperialista e normal, como tantos outros. Tínhamos maravilhosos imperadores, poetas. Tínhamos uma gente, um país, um campo maravilhoso. Mas aí aqueles inacreditáveis doze anos começaram,  para arruinar tudo”.
     
Hans Frank se encontrou com um padre, na noite em que foi enforcado. O senhor depois procurou este padre. Qual é a importância desse encontro ?
“Para mim, foi importante encontrar o padre que tinha acompanhado o meu pai até a forca. Um ano antes do enforcamento, este padre já tinha batizado o meu pai na prisão. Isso quer dizer que o meu pai se tornara católico. Mas não acredito que ele fosse realmente religioso .
Penso que o meu pai esperava que, assim, poderia ter a chance de sobreviver se conseguisse, por exemplo, obter um perdão concedido pelo Papa em Roma. Meu pai contava com este recurso.  O papa Pio XII ensaiou fazer. Mas o gesto foi imediatamente rechaçado pela delegação polonesa -  que ficaria horrorizada se o Açougueiro da Polônia, como meu pai era chamado, pudesse sobreviver graças a um ato de perdão concedido pelo Papa e encaminhado a um tribunal internacional.
Como jornalista, eu tinha curiosidade sobre as outras pessoas, mas ,especialmente, por gente que tivesse se encontrado com o meu pai. De qualquer maneira, o padre com quem me encontrei não era um homem muito educado. Chegava a ser um pouco estúpido”.

É verdade que o senhor perguntou ao padre sobre o som produzido pelo enforcamento ?
“Perguntei ao padre como o meu pai estava se sentindo na prisão,  como ele lidou com as acusações e com a condenação à morte e como se comportou na última noite antes de ser enforcado.
O padre me contou duas coisas significativas. Disse-me: “O seu pai tinha medo de sua mãe até na prisão de Nuremberg”. A outra : “A coisa mais terrível que aconteceu com ele no momento do enforcamento foi o barulho produzido pelo pescoço no momento em que foi quebrado. Dava para ouvir em todo o ambiente”.
Devo dizer que este foi o único relato que me fez chorar, porque tratava de uma cena horrível. Mas o padre me descreveu a cena com um sorriso, como se fosse uma piada. Aquilo foi horrível, mas também surpreendente: como o meu pai tinha sido batizado, tiveram de abrir um buraco no capuz que lhe cobria o rosto na hora do enforcamento. Somente assim, o padre poderia fazer o sinal da cruz na testa do meu pai na hora da extrema-unção. Loucura.
De uma maneira estranha, foi emocionante ouvir o pade falar sobre o ruído provocado pelo enforcamento do meu pai. Comecei a chorar. Talvez tenha sido o momento em que mais tive a sensação do que é ser levado à forca e cair no cadafalso, para o fim da vida.

“O meu pai foi o único dos condenados a entrar no local de execução, em Nuremberg, com um sorriso nos lábios. Eis aí um pequeno gesto que merece respeito. Devo dizer que achei esta atitude corajosa”

Mas não tive piedade por meu pai, porque ele merecia este tipo de morte. Como ele tinha feito com que milhões de pessoas sentissem algo parecido, ele deveria experimentar algo assim na pele. E experimentou.
O meu pai foi o único dos condenados a entrar no local de execução, em Nuremberg, com um sorriso nos lábios. Eis aí um pequeno gesto que merece respeito. Devo dizer que achei esta atitude corajosa.
Era o meu pai”.
O que é que levou o senhor a denunciar o próprio pai? O senhor foi movido por razões históricas ou pessoais?
“Em primeiro  lugar, foram razões pessoais. Sou, por acaso, filho deste homem. Mas o que quero é dar um exemplo de como lidar, como alemão, com os pais e avós. Porque sempre se faz silêncio sobre o que realmente aconteceu no III Reich.
A motivação, portanto, foi pessoal: eu queria encarar o que meu pai e minha mãe realmente fizeram, porque, assim, poderia dar um exemplo sobre como lidar com este problema. Talvez a decisão que tomei tenha sido errada. Porque, depois da publicação do primeiro livro, alemães ficaram incomodados com o tipo de linguagem que usei e com as  maldições que lancei  que contra o meu pai . Não acho, então, que tenha sido bem sucedido ao agir assim”.
Com que frequência o senhor pensa no pai, hoje?
“Todo dia. Todo dia penso no meu pai e na minha mãe. Sim. Mas nunca dei a eles a permissão de conduzir minha vida. Vivi minha própria vida. Mas estas lembranças ainda me acompanham todo o tempo. Ainda os amaldiçôo. Não entendo o que eles fizeram”.
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Niklas Frank mostra ao repórter imagens do pai: um "pecado alemão"(Foto:Paulo Pimentel)
Niklas Frank mostra ao repórter imagens do pai: um "pecado alemão"(Foto:Paulo Pimentel)
A entrevista com o filho do carrasco nazista foi publicada, na íntegra, no livro “DOSSIÊ HISTÓRIA” (Editora Globo)

Meu partido é um coração partido

By Lafaelle Oliveira
“Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve
Você pode e você deve, pode crer.”
(Até Quando? , Gabriel Pensador)
Desde o “descobrimento” do  Brasil em 1500, a nossa história tem sido fortemente marcada pelo sangue derramado de nossos ancestrais. Sangue esse que deveria servir para nos influenciar a lutar pelos nossos direitos, contudo torna-se matéria envergonhada diante da inépcia da geração atual.

Logo após a entrada dos europeus no país, nós fomos sucumbidos à religião,  ao modo de se vestir, comer e viver de nossos colonizadores. Outros exploradores vieram retirar nossas riquezas, outros tantos povos viram-se obrigados a trabalhar incansavelmente em prol de tal exploração. Com tanta maldade,  opressão e carnificina, o povo brasileiro, que a essa altura já era mestiço, revoltou-se e só a partir de então pudemos criar um país  de todos (SIC).
Com ideais franceses iluministas de “liberdade, igualdade e fraternidade” eclodiram aqui diversas revoltas. Tiradentes, Frei Caneca e Antônio Conselheiro são apenas uma gota do oceano no qual navegamos até chegar aonde estamos. E quando, enfim, alcançamos a tal da idependência, o objetivo era amenizar a dívida externa e fundamentalizar uma república com direitos iguais para todos os cidadãos, igualdade tal ainda não alcançada depois de 508 anos de luta.Em um passado não tão mais distante, nossos avós e pais passaram por uma ditadura que os impedia de viver tanqüilamente. Muitas famílias foram desestruturadas, amores perdidos, vidas destruídas e, tudo isso  afim de que,  seus filhos tivessem um futuro melhor, com dignidade. Em 1992, estudantes de classe média pintaram seus rostos e foram às ruas protestar contra as barbaridades de Collor e lutar a favor de seu impeachment.


E hoje? O que fazemos hoje? Hoje somos preconceituosos, consumistas e acomodados. Acomodados a uma situação que não deveria nos pertencer. Somos sustentados pelos nossos pais, muitas vezes não estudamos o suficiente, sendo que este é o nosso único dever; ouvimos músicas de Marcelo D2 E Gabriel  Pensador crendo que apenas o ato de ouví-las já nos basta e nem no Natal nos sentimos solidários.
Nos orgulhamos de morar num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, porém não sabemos respeitar que as nossas bênçãos multiculturais vêm de outros tantos deuses. Sequer aprendemos ainda a sobreviver, pois destruímos sem pena nossa tão maravilhosa natureza.Hoje, somos apenas amontoados de células que exigem do poder honestidade, sem lembrar que foi, muitas vezes, na corrupção, na NOSSA corrupção, que os representantes foram eleitos.Olvidamo-nos que o poder é nosso, que nós podemos protestar. Olvidamo-nos que, nossos antepassados derramaram muito sangue para hoje termos liberdade, que está sendo perdida pelo cretinismo geral da nação brasileira. Não foram nossas famílias passadas que sujaram as páginas nos livros de história com sangue. Somos nós, hoje, que ensopamos nossa própria vida com o líquido da vergonha.
Fonte: http://picnicterraqueo.wordpress.com/2008/12/17/meu-partido-e-um-coracao-partido/

O inferno astral da oposição





Dez dias depois de estourar o escândalo do mensalão, em Brasília, o DEM torce para o Congresso encerrar logo os trabalhos de 2009 para esfriar o noticiário sobre política, particularmente, sobre sua crise interna. Assim, o DEM, que há alguns anos obstrui a votação do Orçamento da União para prorrogar os trabalhos do legislativo, neste ano deve agir diferente. O líder da bancada, Ronaldo Caiado, está sendo aconselhado a abandonar a estratégia de obstrução que tem por objetivo atrasar a aprovação dos projetos relativos ao pré-sal.
Enquanto é obrigada a dar explicações sobre o mensalão do DEM de Brasília, a oposição perdeu uma oportunidade importante: a de usar o programa eleitoral para a divulgação de seu pré-candidato. O programa político do PSDB foi ao ar semana passada, no auge da crise do mensalão do DEM de Brasília, um momento em que os políticos estão desgastados e o noticiário político carregado de notícias negativas. Sem definir o nome do candidato às eleições do ano que vem, o PSDB decidiu apresentar os dois postulantes – José Serra e Aécio Neves.
Não bastasse isso, a oposição reconhece a qualidade dos comerciais do PT que estão sendo veiculados – particularmente o que apresenta a pré-candidata Dilma Roussef com o presidente Lula. Para um dirigente do DEM, Dilma, mesmo sendo uma candidata sem carisma, tem conseguido nestes comerciais mostrar um leve sotaque mineiro, o que foi considerado positivo para a imagem dela.

 
Fonte: http://colunas.g1.com.br/cristianalobo